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Juíza de SC que tentou impedir aborto de criança vítima de estupro recebe pena de censura pelo CNJ

Publicada em: 19/02/2025 10:06 - Notícias NOTÍCIAS

Além de tentar convencer menina a continuar com gestação, juíza a manteve em um abrigo, o que tardou procedimento.

 

A juíza Joana Ribeiro, que tentou impedir uma menina de 11 anos, vítima de estupro, a não realizar um aborto legal em 2022 em Santa Catarinarecebeu pena por censura pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão foi tomada pelo órgão em sessão na terça-feira (18), de forma unânime.

 

O caso repercutiu nacionalmente em 2022, quando a família da vítima procurou a Justiça para que a criança fizesse um aborto, conforme prevê a lei brasileira. Segundo o CNJ, além de tentar convencer a menina a continuar com a gestação, a juíza manteve ela em um abrigo, o que tardou o procedimento.

 

 

Conforme a Lei Orgânica da Magistratura Nacional, de 1979, o juiz punido com a pena de censura não poderá figurar em lista de promoção por merecimento pelo prazo de um ano, contado da imposição da pena.

 

A situação foi revelada em reportagem dos sites Portal Catarinas e The Intercept, que narraram trechos da audiência com a menor. Na época, a Justiça e Promotoria pediram para a vítima manter a gestação por mais “uma ou duas semanas”, para aumentar a sobrevida do feto.

 

 

"Suportaria ficar mais um pouquinho?”, chegou a questionar Joana em audiência com a vítima.
FONTE: G1SC Santa Catarina   POR; Caroline Borges, g1 SC  FOTO:Solon Soares/Agência ALESC
 
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