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Veja o que acontece se o STF tornar Bolsonaro e aliados réus nesta quarta

Publicada em: 26/03/2025 10:13 - Notícias NOTÍCIAS

Se a denúncia for aceita pela maioria dos ministros da Turma, os acusados passarão oficialmente à condição de réus e responderão a uma ação penal no STF. A partir daí, um processo se desenrola.

 

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira (26o julgamento que pode transformar o ex-presidente Jair Bolsonaro e sete de seus aliados em réus por participação na tentativa de golpe de Estado em 2022.

 

A decisão será tomada com base na denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que atribui ao grupo a formação do "núcleo crucial" de uma organização criminosa voltada à ruptura institucional.

 

Se a denúncia for aceita pela maioria dos ministros da Turma, os acusados passarão oficialmente à condição de réus e responderão a uma ação penal no STF.

 

1. Bolsonaro e aliados se tornam réus

 

A principal consequência imediata do julgamento é que se a denúncia for aceita pelo Supremo, Bolsonaro e os outros sete denunciados — entre eles ex-ministros e militares de alta patente — deixam a condição de investigados ou denunciados e passam a ser réus formais em um processo criminal.

 

➡️ Isso significa que o STF entenderá que há indícios suficientes para iniciar a instrução do caso.

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2. STF dá início à fase processual

 

Com o recebimento da denúncia, tem início a chamada fase de instrução da ação penal. É neste momento que o Ministério Público e as defesas poderão:

 

apresentar provas;

 

pedir diligências;

 

convocar testemunhas;

 

debater as teses das defesas e da acusação; e

 

realizar todos os atos processuais previstos na legislação.

 

Ao final dessa etapa, o STF fará o julgamento do mérito: decidirá se os réus devem ser condenados ou absolvidos.

 

3. Baixo risco de prisão ao longo do processo

 

Embora a aceitação da denúncia não implique, por si só, em medidas cautelares, como a prisão preventiva, o STF pode vir a adotar esse tipo de decisão durante o andamento do processo, caso entenda que há risco à ordem pública, à instrução processual ou de fuga.

 

A depender da evolução do caso e do comportamento dos réus, novas medidas podem ser discutidas.

 

4. Julgamento sem data prevista

 

A data de julgamento depende da quantidade de diligências, oitivas e recursos apresentados. Caberá ao Supremo condenar ou absolver o grupo. Se houver absolvição, o caso é arquivado e nenhuma punição é aplicada.

 

Caso sejam condenados, os réus poderão ter penas de prisão que variam a depender do crime imputado — como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e dano qualificado.

 

Uma série de efeitos civis e administrativos também pode ser aplicada, incluindo:

 

reparação de danos;

 

perda de cargos e mandatos; einelegibilidade.

 

🔍 Quando a decisão se tornar definitiva, sem a possibilidade de recurso, a pena de prisão e os outros efeitos passam a ser implementados.

 

O que diz a denúnci

 

A denúncia foi apresentada pela PGR em fevereiro deste ano e é baseada em investigações da Polícia Federal. Segundo a acusação, Bolsonaro liderou uma organização criminosa que, entre julho de 2021 e janeiro de 2023, promoveu atos voltados à derrubada da democracia. O grupo teria atuado com divisão de tarefas, produzindo e disseminando desinformação, pressionando as Forças Armadas e instigando a invasão de prédios públicos.

 

São denunciados junto com Bolsonaro:

 

Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin);

 

Anderson Torres (ex-ministro da Justiça);

 

Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e da Defesa);

 

Almir Garnier (ex-comandante da Marinha);

 

Paulo Sérgio Nogueira (ex-comandante do Exército)

 

Augusto Heleno (ex-ministro do GSI);

 

Mauro Cid (ex-ajudante de ordens de Bolsonaro).

 

A sessão desta quarta-feira marca a etapa final do julgamento iniciado na terça (25), quando os ministros rejeitaram os pedidos das defesas para anular o processo.

FONTE: G1 Logo Meios de comunicação Globo.com, I, diversos, empresa ...   POR: Fernanda Vivas, g1 — Brasília     FOTO: Gustavo Moreno/STF

 

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